sexta-feira, 15 de julho de 2016

Marianne von Werefkin - Expressionismo



Marianne von Werefkin, nasceu em 1860. Descendia de uma antiga família da nobreza russa, muito abastada.
A mãe que também pintava, apoiou o desejo da sua filha de se dedicar às artes desde o principio.
Primeiro,  Von Werefkin recebeu aulas particulares, mais tarde, frequentou a Escola de Arte em Moscovo e, depois em 1886, foi aluna privativa do reconhecido pintor histórico Ilja Repin. Foi tamém aí que conheceu, Jawlensky.
A sua obra teve logo sucesso. As críticas eram muito positivas . Von Werefkin, tornou-se uma artista reconhecida tendo ali recebido algumas distinções. Na altura era denominada o «Rembrandt russo» devido ao seu estilo. Em 1896 muda-se juntamente com Jawlensky, para Munique decisão esta que provávelmente se deve a ela. Von Werefkin era bastante rica podendo financiar o sustento para
ambos.
Marianne von Werefkin:
Renuncia entretanto a prosseguir a sua carreira  de pintora para se poder dedicar plenamente a Jawlensky e para poder apoiar e estimular o seu trabalho artístico.
Na literatura especializada alegam-se várias razões  para tal decisão , Alguns autores são da opinião que Von Werefkin, achava que Jawlensky tinha mais talento do que ela: outros pelo contrário opinam que ela tinha um certo receio de não ser devidamente reconhecida no mercado da arte por ser mulher, enquanto que outros ainda acreditam que a deformação da sua mão direita causada  por um acidente de caça, lhe dificultasse o trabalho artistico
.Marianne von Werefkin:
Nos seus diários está claramente escrito que Von Werefkin não via o seu papel de mediadora entre os artistas e entre o artista e o público, como um papel passivo, mas que o preenchia activamente, como uma missão. «Quando o génio e o público não estão em harmonia, isso tem como resultado a cessação do movimento da cultura universal. - Por conseguinte é necessário que seja formado um público.
Von Werefkin mantinha também um salão onde habitualmente se reuniam artistas, escritores, músicos historiadores de arte, mas também amadores interessados, para debater as novas teorias artisticas.


No entanto  desde 1901, que ela e Jawlensky tinham graves disputas pessoais e artisticas  «Queria pensava, poder criar com mãos estranhas, mas agora,  « tarde, tarde, tarde» declara resignada nessa altura.


Uma nota escrita  cinco anos antes ainda na Rússia, reflete ainda mais claramente a complicada relação que mantinha com Jawlensky .


«Procurava a outra metade do meu próprio ser . Na pessoa de Jawlensky pensava poder criá-la educá-la. Deparei com limitações e hoje as minhas mãos deixam-se cair».
Estas citações demonstram que Von Werefkin não pretendeia somente apoiar financeiramente Jawlensky . Queria também utilizá-lo como ferramenta para concretizar as suas próprias ideias sobre a arte.
Jawlensky no entanto escolheu o seu próprio caminho, ecomo consequência disso, Von Werefkin, recomeça a pintar em 1907.
Na sua obra pictórica as cores são utilizadas de maneira típicamente expressionista, sendo aplicadas uns constrastes luminosos, no entanto as formas nunca sao reduzidas ou abstraídas,
As representações da paisagens pintadas  em cores místicas com cortejos fúnebres e mulheres vestidas de preto, emprestam uma expressão enigmática e algo misterioso a estas pinturas.
Quando a guerra eclode von Werefkin e Jawlensky intalam-se na Suiça.
Separam-se em 1920. Ela fica em Ascona onde pinta e onde tenta, em vão, dar continuação aos tempos do Der Blaue Reiter "onde conheceu Jawlensky "com a fundação do grupo Der Grosse Bãr.
Morre em Ascona em 1938
Jawlensky e von Werefkin, de Gabriele Munter, 1908

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A lenda dos Sete Ais


Palácio da Pena
Muitas são as teorias acerca do nome Seteais mas é na memória popular que encontramos a mais romântica

Corria o ano de 1147 quando D. Afonso Henriques partiu à conquista de Lisboa.
Sintra rende-se sem oferecer resistência, pois ficava isolada do esto do mundo árabe como uma ilha num mar cristão.

Um dos primeiros cavaleiros a subir a serra de Xentra (hoje em dia serra Sintra) é D. Mendo de Paiva, cavaleiro de D. Afonso Henriques, que na confusão do assalto  se encontra junto a uma porta secreta por onde fugiam os mouros da povoação.




Entre eles avista uma moura linda, acompanhada pela velha aia, e logo se encanta por ela.
Ao dar com os olhos nele e ao perceber que fora descoberta, a bela moura solta um suspiro.causando grande preocupação à aia que lhe pede para não voltar a suspirar.
D. Mendo sai detrás da moita e faz a moira prisioneira, e esta suspira novamente de medo e comoção.
A ama ainda mais aflita diz ao cavaleiro que a rapariga, carrega desde o berço uma maldição, e ela dá o terceiro ai. Uma feiticeira invejosa rogara-lhe uma praga, agoirando-a no dia em que desse sete ais, e ela já dera três.


D. Mendo dá uma gargalhada, pois não acredita nessas coisas, e ela dá outro ai. Para acalmar a aia diz que fica com a guarda das duas, pois quer a jovem para si. A moura suspira outra vez e a aia fica desesperada.

O cavaleiro afasta-se para ir buscar uma escolta, mas um grupo de mouros que ouvira a conversa, aproxima-se e rapta as duas mulheres. Com um golpe de adaga, cortam a cabeça da velha, e a jovem solta outro ai. Era o sexto e logo deu o sétimo quando viu a adaga virar-se para ela.
 D. Mendo regressa ao local, pouco depois apenas para descobrir, que afinal se cumprira a maldição.

Desgostoso, chamou àquele canto de Sintra, Seteais.

Poemas inconjuros

  A espantosa realidade das coisas É a minha descoberta de todos os dias Cada coisa é o que é . E é difícil explicar a alguém quanto isso me...